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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Meu Intercâmbio

   Hoje vim aqui para contar um pouquinho do meu intercâmbio, como pediram. Os que não querem saber disso, espero que entendam. 
   Bom, tudo começou quando eu recebi o resultado da minha prova e fui aprovada. Mas com essa notícia veio outra, de que minhas aulas só começariam dia 21 de outubro de 2013. Desesperada com o que eu faria até lá, meu pai jogou a ideia de eu fazer um intercâmbio, breve que fosse nos EUA, e eu como sempre fui louca para fazer intercâmbio ou algo do tipo aceitei na hora. O problema era, eu tinha que arranjar uma empresa, planejar as datas e fazer um orçamento, pois meu pai disse que se eu queria, eu correria atras. 
   Passado esse stress e finalmente com uma empresa boa (EF Education First) eu parti para Miami Beach dia 09 de junho com previsão de volta para o dia 30 de agosto, exatamente 12 semanas.
   Esses meses que eu passei lá foram maravilhosos, tanto pela cultura que absorvi até a responsabilidade que eu tive que ter. Eu era a mais nova de 700 alunos (no período de julho) e eu amadureci muito por causa disso. Evitei me comunicar com brasileiros o máximo que eu pude, mas do meio de julho para o final de agosto meus amigos eram brasileiros mesmo, não tinha como evitar... Antes disso tive muitos amigos de fora, então era só inglês 24 horas por dia, e era uma sensação maravilhosa de estar usufruindo ao máximo daquele momento proposto. 
   Eu morava na própria escola, onde tinham quartos quádruplos, divididos por idade e jamais da mesma nacionalidade. No meu quarto eu tive uma italiana, uma norueguesa, duas russas, uma dinamarquesa e duas turcas. Isso no período em que eu estava lá, elas iam embora e chegavam mais. (Era triste dar tchau).
   As aulas funcionavam do seguinte modo: Quando chegamos na escola pela primeira vez, fazemos o check in, pegamos um crachá e uma pasta com algumas orientações e senha do Wi-fi. Na segunda feira de manhã, todos os alunos novos vão para o lobby e lá eles pegam o passaporte e seguro saúde de todos para fazer as cópias e tudo. Depois disso somos redirecionados para a cafeteria, onde a diretora dá as instruções mais básicas e logo após temos o teste de nivelamento. Esse teste durou 45 minutos e eu passei para o Upper Intermediate 3.
   O Upper Intermediate 3 é considerado o B2-3 e a escola trabalha desde o A1-1 até o C2-3. Ganhamos nossos livros na terça feira, e começamos as aulas. Temos as aulas gerais de inglês com nossos professores: eu tive a Chantea, Marisol, Holly e a Chantea de novo, e as spins classes que podem ser sobre cultura e apreciação de arte até mesmo Escrita competitiva. Eu fiz Writing, Everyday Talk, e Street Talk. No curso que eu escolhi que é o General, eu tinha 10 aulas por semana de inglês geral, 2 spins e uma lecture (palestra) que juntos formavam a minha attendence (frequência na aula). Para receber o diploma no final do curso temos que ter 80% de attendence no mínimo. Eu fechei o curso com 90% no nível C1-1 (Advanced 1) com minha nota de participação sendo A (melhor nota).
   O intercâmbio em si foi excelente, aprendi muita coisa, meu inglês ficou fluente e perdi aquele medinho de falar. Agora vejo filmes em inglês tranquilamente sem legenda e não me preocupo com gramática. 
   Conheci pessoas maravilhosas nesse intercâmbio, pessoas que queria levar para a vida toda, mesmo elas morando longe demais. Meus melhores amigos lá foram as suecas, um holandês, um da bélgica, uma italiana e os brasileiros, claro porque Brasil rules. 
    Então foi basicamente isso, vou deixar algumas fotos aqui em baixo para vocês verem um pouquinho da minha viagem! Espero que tenham gostado.


o primeiro grupo brasileiro, não tinha muito contato
Daan, o holandês





Isabella, italiana <3


esse prédio aí é a escola, segunda janela da esquerda
para a direita, segunda fileira de cima pra baixo
era o meu quarto 

Suecas <3


Vista do meu quarto (tive uma sorte enorme. É aleatorio a escolha
dos quartos e eu peguei um justo com vista pro mar, são poucos os
que tem)




domingo, 4 de dezembro de 2011

Textos#1 - Namore uma garota que lê

Oi genteee.. Estava passeando na Net um dia desses e achei o Another Girl Another Planet, onde tem textos super fofos, várias coisas interessantes e muito mais, aí eu vi esse texto e falei: "MEU DEUS que coisa LIINDAAA!!!" hahha e perguntei para a dona do blog se poderia postar, ela deixou então... hahah (Ps: Vai ser uma nova coluna no blog, toda vez que eu achar um texto bonitinho eu coloco aqui para vocês)


Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.
Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.
É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas  garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim.  E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.
Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até  porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que  pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe  monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.
Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.
Quem escreveu?
Foi escrito por Rosemarie Urquico e traduzido por Gabriela Ventura.
Espero que gostem,

 
Layout de Giovana Joris